São tantas coisas a pensar, tantas coisas a ouvir,
tantas coisas a falar, e tantas outras coisas a sentir...
Queria fazer diferente dessa vez, queria mudar e impressionar,
queria mostrar que não sou igual a todo mundo.
Mas já é tão tarde para incorporar novas hipóteses, novas táticas,
e novos modelos: o que eu sempre fiz e continuarei a fazer já está impregnado a minha personalidade e apegado ao meu agir.
E é nessa hora que a vida sacode tudo, inclusive eu.
Afinal, não podemos prever nada, as coisas simplesmente acontecem.
O medo, silenciado a muito tempo, acorda e se mostra imponente;
A timidez, deixada de lado, guardada em algum lugar, caminha entre as veias.
A coragem, abalada com os últimos acontecimentos,
ainda engatinha para um futuro incerto.
E o sentimento, maltratado e subjugado num passado não tão distante,
agora se encontra frente a frente com o destino,
encarando a face do amor.
Contudo, há muitas outras suposições a se considerar,
incógnitas a pôr na balança, medidas a serem avaliadas,
reavaliadas e refletidas profundamente no meu subconsciente.
Acho que esse temor já não consegue se afastar.
Sempre vou repensar minhas ações e até meus sentimentos.
Acontece que estou esperando uma luz, e é realmente uma luz.
Alguém que me deixe seguro, alguém que me faça feliz...
Ao redor de tantas pessoas, em meio a tantas conversas,
eis que surge um lampejo, aquela luz encantadora e hipnotizante,
alegre e linda, charmosa e delicada, fascinante e graciosa.
São tantos sentimentos fluindo e se entrelaçando,
se conflitando e se redescobrindo, que a mente não suporta,
o corpo não responde, o sangue corre frio, e o coração explode.
Mesmo assim, o medo prevalece, a insegurança cresce,
e a própria desconfiança é controversa.
São as coisas pequenas que refletem nos olhos, guardando os sentimentos perdidos.

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