sábado, 3 de novembro de 2012

oblitus memorias


Nuca andei por grandes vales,
Nunca passei por lugares distantes, 
Nunca me perdi nas florestas negras,
E nunca fui de pedir desculpas.
Mas nunca me pediram para correr.

Nunca fiquei estagnado,
Nunca parei de pensar como um sábio,
Nunca me encontraram nas esquinas,
E nunca fui absolvido.
Mas nunca me fizeram parar.

Nunca me livrei de ninguém,
Nunca fiz tanta besteira,
Nunca repararam na nossa vida,
E nunca nos fizeram de idiotas.
Mas nunca me senti tão ilhado.

Podem ser lugares, locais, parques, esquinas ou ruas,
Casas, hotéis, pensões, vilarejos e mansões.
Podem ser palavras, frases, letras ou canções,
Cartas, bilhetes, códigos, e sinais.
Gostaria que fossem lembranças, recordações e sorrisos,
Mas talvez sejam sentimentos, angustias ou simplesmente nada.

O tempo gira e passa como sempre fluiu,
Isso não muda e não mudará.
Nossas vidas estão acorrentadas nesse dilema,
E talvez, talvez devesse imaginar,
O porque de estarmos aqui? O será que irei suportar?
Esse mundo de hipocrisia e crimes.

Mas tudo isso um dia estará no esquecimento,
Mesmo que nós, você, e eu lutemos contra isso.
Será difícil e portanto insuportável.
Doloroso, e cruelmente displicente.
Mesmo que seja pra não lembrar de tudo.