Tenho pensado em muitas coisas nos últimos dias.
E isso me fez lembrar, e fez arrepender-me também de algumas coisas do passado.
Creio que um bom começo seja lançando o meu perdão e pedindo desculpas às pessoas que eu tenha magoado, mas também às pessoas que tenham me entristecido.
A Desculpa e o Perdão andam lado a lado.
Refleti alguns minutos sobre isso em uma das minhas viagens, e cheguei ao entendimento e a resolução, de que, para conseguir seguir em frente, devo perdoar muitas coisas que me aconteceram, assim como, algumas pessoas que foram importantes em determinada época e período da minha pequena história de existência.
Então, hoje, aqui, fica registrado que o que passou, passou, e não guardarei nenhuma mágoa de ninguém - é claro que o processo sentimental é outra história, e ainda terei certa relutância nessa minha aceitação, porém, julgo relevante a minha motivação diante desse perdão.
Ao certo, se continuar a levar sentimentos ressentidos por mais tempo, isso irá me corroer, me diminuir, e matar-me pouco a pouco, como a metamorfose do monstro de Kafka.
A permanência da vida, a partir de agora, será livre e gloriosa aos meus olhos, já que importa a mim.
Explicada a advertência do perdão, partiremos para os pedidos de desculpas, pois errei tantas outras vezes, e a continuidade do ser não seria objetivada sem o auto reconhecimento desses fatos. Aprendi muitas coisas, e continuo aprendendo. Me tornei homem, e o menino que outrora vivia em mim de vez em quando aparece, e revira a minha vida.
O processo do saber cultural, informacional, e vivencial, é constante, verdadeiro e indissociável à vida. Desculpas peço por ter sido rude. Desculpas peço por ter "forçado barras". Desculpas peço por não ter enxergado (em momentos de fúria) a importância de vocês - que hoje reconheço e sinto falta, de forma respeitosa e nostálgica.
Espero que essas desculpas sejam aceitas, do mesmo modo que as reconheci, face ao que me resta (e que seja ainda por muito tempo, e grandiosa) dessa vida.

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